As tabelas de composição de alimentos diferem em relação ao teor de carboidratos dos dois tubérculos. Mas na média, podemos chegar à conclusão de que a batata doce apresenta um pouco mais de carboidrato do que a batata inglesa considerando a mesma porção – em 100g de tubérculo cozido temos 24g de carboidratos na doce versus 18 a 20g na inglesa.

As vantagens da versão doce são a maior presença de fibras (2,3g versus 1,8g em 100g) e o alto conteúdo de beta-caroteno (antioxidante que o nosso corpo converte em vitamina A) – mas a inglesa possui um pouco mais de proteína na porção e ganha na quantidade de outros micronutrientes, como ferro e potássio. Quanto ao índice glicêmico, o modo como você prepara esses tubérculos terá uma interferência importante nesse quesito, mas comparando em ambas o efeito do cozimento, a batata doce ganha da inglesa por ter um IG um pouco menor.

Então, no fim das contas, existe realmente um motivo para idolatrarmos tanto a batata doce em relação à inglesa? Na minha humilde opinião, não! Se nos apegarmos à diferença do índice glicêmico, que talvez seja o item mais valorizado nessa comparação, é importante entendermos que a subida do açúcar no nosso sangue irá variar com muitos fatores (modo que o alimento foi preparado; quantidade de gorduras, fibras e proteínas consumidos naquele momento; dentre outros), mas principalmente com a QUANTIDADE BRUTA de carboidratos que consumimos na refeição.

Por isso, se o objetivo é emagrecimento ou tratamento de uma resistência à insulina, por exemplo, preocupe-se mais em, quando for consumir, utilizar UMA PEQUENA QUANTIDADE de carboidrato dentro do contexto da sua refeição do que necessariamente em escolher o alimento de menor índice glicêmico.

Batata doce, batata inglesa, inhame, mandioquinha, cará, aipim…todos tem suas vantagens em um ou outro quesito…esqueça índice glicêmico, foque em não exagerar na quantidade total que irá consumir e varie ao máximo entre eles para ter um pouco dos benefícios de cada um.😉

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