Chips de batata, granola, pipoca, biscoito, castanhas torradas: o que todos esses alimentos têm em comum? CROC CROC! Aquele barulhinho que parece música para os nossos ouvidos enquanto mastigamos. Alimentos crocantes são extremamente atrativos para o nosso paladar e por isso é muito fácil exceder “os limites aceitáveis” depois de colocar o primeiro na boca. Temos a certeza absoluta que o efeito da textura é primordial quando paramos para pensar no seguinte exemplo: já experimentou uma castanha assada no ponto certo e uma que ficou mole depois de ser guardada em um saco aberto? Quantas castanhas você comeria no primeiro caso e quantas no segundo? Pensando nessa chance real de exagero eu particularmente evito ter quantidades grandes desses alimentos por perto – quando como, prefiro delimitar a porção antes.

Mas por que será que comidas crocantes são tão atrativas para nós? Para alguns pesquisadores do assunto, o barulho que muitos alimentos produzem ao serem mastigados tem relação com o seu nível de frescor, como é o caso de maçã, cenoura e alface, por exemplo. Quanto mais frescos, mais vitaminas e minerais eles retêm, logo, quanto mais barulhentos, mais nutritivos – e talvez esse seja um dos motivos subconscientes para nós gostarmos tanto de comida barulhenta. Interessante essa possível justificativa teórica, não? Mas fora isso, na prática, muitos dos alimentos crocantes são fonte de bastante gordura – e a junção de gordura/sal/açúcar + crocância origina aquela HIPERPALATABILIDADE que nos faz querer comer sem fim.

Independente da justificativa, procuro evitar os “croc crocs”, pois para mim são extremamente compulsivos. Mas e você? Coloca algum desses alimentos na rotina? Consegue se controlar ou costuma passar da conta? Me conta aí nos comentários!

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